Macetes de Mãe de Primeira Viagem

Caramba, como é complicada essa vida de mãe. É tanta coisinha, tantos detalhes que não nos contam e temos que aprender na marra. Não consigo imaginar como as mães faziam antes do Google e Youtube para tirar as dúvidas que vão surgindo a cada minuto.

O primeiro aperto que passei com Liv foi quando ela simplesmente não queria mais dormir à noite, fase que durou umas duas semanas. Durante o dia tirava algumas sonequinhas de vinte minutos no máximo e eu estava ficando exausta. Foi aí que descobri que bebês passam por “Saltos de Desenvolvimento”. Ela já tinha passado da fase de acordar várias vezes a noite para mamar e já estava dormindo várias horas de cada vez, dormia quase a noite toda quando entrou nesse período. Foi com cerca de quatro meses de idade, nessa fase os bebês aprendem a fazer inúmeras coisas novas e o cérebro está a mil, conseguem brincar com seus chocalhos balançando e batendo, colocam os pés na boca, escutam e enxergam melhor, já começam a rolar de um lado para o outro e outras coisinhas. Não é estranho então que eles estejam super agitados com tantas descobertas.

Com cinco meses começamos, com indicação do pediatra, a introdução de frutas no lanche da tarde, mas ela não aceitou muito bem, vomitava muito, então o pediatra disse para esperarmos mais um pouco.

Aos seis meses não tivemos como fugir da introdução alimentar, papinhas salgadas e de frutas no almoço e lanche da tarde, mas o que eu achava que seria um lindo momento de mamãe e filha se tornou um pesadelo, imaginava que as primeiras vezes ela estranharia a textura e sabor, mas foi pior que isso, ela parecia odiar tudo, cuspia, chorava, fazia vomito, engasgava e batia a mão na colher para evitar dela chegar na boca. Eu chorava junto de frustração. Daí comecei a ler blogs e ver vídeos que tratavam do assunto e vi vários relatos de mães que não tiveram problema e que o bebê aceitou a comida logo de cara e outras com a mesma dificuldade que estávamos tendo, mas que diziam em todos os casos que logo ia passar e ela ia comer. E dito e feito, Liv já almoça e janta e come sua frutinha ou purezinho de frutas todas as tardes no lanche, foram umas três semanas de luta.

Uma coisa que fiz para evitar de cozinhar todos os dias, cozinhar os legumes com alguns temperos (exceto sal), espero ficar bem molinho, amasso com o garfo, coloco em forminhas de gelo e congelo. Depois coloco os cubinhos em saquinhos no freezer e na hora de comer uso o banho maria para aquecer. Ai com várias opções já congeladas dá para variar bem o cardápio.

Às vésperas de completar seus oito meses, ela está aprendendo a pirraçar. Tomar alguma coisa da mão dela já é motivo para abrir o berreiro e é difícil não fazer exatamente o que ela quer para evitar a gritaria, dá pra ver quando o choro é de pirraça. Como pode, tão pequenininha e já sabendo me manipular. Já fica sentada, rola para todos os lados e se arrasta pelo chão, no berço já consegue se levantar segurando pela grade e já fica de pé por alguns segundos.

Estou na última semana de férias e Liv inicia na escolinha, não depende só do meu leite para se alimentar. Creio que vai ser tranquilo. Apesar de todas as complicações que passei todos esses meses foi tranquilo no geral. Não esperava menos, sou mãe de primeira viagem, muito ou quase tudo aprendi sozinha, e tenho me saído bem. As fases vão passando, os saltos de desenvolvimento

Comenta aqui em baixo quais foram as maiores dificuldades que tiveram como mãe/pai de primeira viagem e o que fez para resolver.

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